Violência contra enfermeiros: O alarme de um sistema em colapso

  • 06-07-2025

 

A crescente violência contra os profissionais de enfermagem em Portugal não é apenas uma sucessão de episódios lamentáveis . É o reflexo de um sistema de saúde profundamente adoecido. No artigo de opinião publicado no Jornal SOL, Ângelo Marinho, Secretário do Conselho Diretivo da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros e especialista em Saúde Mental e Psiquiátrica, lança um alerta contundente: os ataques a enfermeiros são o sintoma visível de um problema estrutural que ameaça a integridade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 

Em 2024, foram registados 2.581 episódios de violência contra profissionais de saúde, um aumento de 9% em relação ao ano anterior, segundo dados do Gabinete de Segurança do SNS. Estes números não são apenas estatísticas, representam agressões físicas e psicológicas que deixam marcas profundas em quem dedica a vida ao cuidado dos outros.

 

Ângelo Marinho defende que esta realidade não pode ser normalizada nem ignorada. Enfrentar a violência contra enfermeiros é uma exigência ética e uma prioridade de saúde pública. É necessário que as instituições de saúde, os decisores políticos e a sociedade em geral reconheçam a gravidade do problema e atuem com firmeza.

 

O artigo convida à reflexão sobre o papel essencial dos enfermeiros, frequentemente desvalorizado, e sobre o impacto emocional que estas agressões têm nos profissionais. A sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos e a falta de reconhecimento contribuem para um ambiente propício ao desgaste e à tensão, terreno fértil para conflitos que, muitas vezes, acabam em violência.

 

Proteger os enfermeiros é proteger o próprio sistema de saúde. É garantir que quem cuida possa fazê-lo com dignidade, segurança e respeito. A leitura do artigo de Ângelo Marinho é essencial para todos os que acreditam num SNS mais justo, humano e sustentável.

 

Leia o artigo completo aqui: Violência contra enfermeiros: um sintoma de um sistema doente