INVESTIGAÇÃO SRSUL

  • 24-04-2015

Estruturas Residenciais para Idosos: Cuidados com Segurança, um desafio emergente!

A Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros conduziu e apresentou um estudo "Cuidados com segurança, um desafio emergente!" realizado em parceria com os Enfermeiros das Estruturas Residenciais para Idosos da Região Sul, promovido pelo grupo de apoio ao acompanhamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados/ Estruturas Residenciais para Idosos (ERI) da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros.

Na sequência das ações de acompanhamento de exercício profissional em Estruturas Residenciais para Idosos, este estudo confirma que uma elevada percentagem das instituições não tem Enfermeiro diariamente, apesar da condição clínica e estado funcional do idoso o justificarem. Numa amostra de 1019 idosos institucionalizados em 17 ERI 99,1% necessita de ajuda em mais do que uma atividade de vida diária, sendo que 56,3% tem dependência severa ou total, o que aumenta o risco de complicações e da necessidade de cuidados permanentes de saúde para prevenir o agravamento da situação de saúde, prevenir o declínio funcional e diminuir o sofrimento associado à dor. Muitos dos idosos tem duas ou mais doenças crónicas que justificam uma vigilância apertada de saúde: 63,1 % tem problemas cardíacos, 46,8% tem declínio cognitivo,  41,7% tem demências e 19,5% tem diabetes, fazendo em média 8 medicamentos diferentes. Dos 1019 utentes residentes em ERI 203 foram internados pelo menos uma vez.

Importa refletir sobre a relevância das Estruturas Residenciais para Idosos no atual contexto do Sistema de Saúde, os desafios que se colocam em termos das equipas de saúde, a legislação e financiamento destas respostas na comunidade.

Consulte o estudo completo aqui.

Unidades de Cuidados na Comunidade: Presente com Futuro!

Estudo realizado pela Secção Regional do Sul junto das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) no ano de 2014.

A saúde na comunidade tem sido alvo de atenção por parte de vários intervenientes e setores de atividade. Esse interesse tem-se acentuado nas últimas décadas, com o intuito de se obter “Mais Saúde” para todos ao longo do ciclo de vida. A Organização Mundial de Saúde tem sistematicamente referido ser necessário que os Sistemas de Saúde reforcem os recursos na área dos Cuidados de Saúde Primários. A reforma dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) que se encontra em curso em Portugal, tem implicado a sua reorganização e a criação de novas estruturas, tendo como ponto de partida os serviços de saúde já existentes e os profissionais que os integram.
As Unidades de Cuidados na Comunidade são unidades funcionais dos Agrupamentos de Centros de Saúde, mas integram as Equipas de Cuidados Continuados Integrados cuja resposta faz parte da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.
À Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) compete, à luz do disposto no artigo 11.º do Decreto-lei nº 28/2008 de 22 de Fevereiro, que regulamenta os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), “Prestar cuidados de saúde e apoio psicológico e social, de âmbito domiciliário e comunitário, às pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis em situação de maior risco ou dependência física e funcional, atuando na educação para a saúde, na integração de redes de apoio à família e na implementação de unidades móveis de intervenção.”.
As UCC são essenciais para responder às necessidades em saúde das populações, sendo objetivamente uma inovação de caráter organizacional. São unidades que integram diversos grupos profissionais, promovendo a utilização eficiente dos recursos existentes, respondendo em proximidade com intervenções domiciliárias e comunitárias.
Este estudo permite identificar os resultados de desempenho destas unidades. Consulte o estudo aqui.


RNCCI: Sustentabilidade com Segurança

Estudo realizado pela Secção Regional do Sul junto das Unidades de Internamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) no ano de 2014.

Em Portugal, a filosofia e princípios inerentes ao Sistema de Saúde têm vindo a alterar-se nas últimas décadas, relacionando-se este facto com tendências económicas, políticas e sociais que o país tem vindo a atravessar.
A prestação de cuidados continuados a pessoas em situação de doença ou dependência têm sido tradicionalmente da responsabilidade das famílias e de instituições de solidariedade. A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), criada em 2006 pelo Decreto-Lei nº 101/2006 de 6 de julho, integra uma política de saúde recente e inovadora, tendo em linha de conta princípios de igualdade de oportunidades, cuidados personalizados, integrais e continuados.
O estudo que aqui retratamos, tem como principal objetivo caracterizar as Unidades de Internamento da RNCCI, que integram a área de abrangência da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros, e tem como objetivos específicos: descrever as equipas de enfermagem quanto à sua composição, experiência profissional e formação específica dos seus elementos e distinguir as pessoas internadas num processo de avaliação global, identificando entre outros indicadores, as atividades de vida diárias em que as pessoas são mais dependentes.
Consulte o estudo aqui.

CDR/AT-mm