Enfermeiros debatem resposta a Catástrofes no Entroncamento: "Eventos de Exceção" em Análise

  • 18-03-2026

 

O Centro Cultural do Entroncamento acolheu, no passado dia 12 de março, uma edição marcante das "Conversas de Fim de Tarde". Sob o mote "Eventos de Exceção: Preparados ou Vulneráveis?", a Secção Regional do Sul (SRSul) da Ordem dos Enfermeiros reuniu profissionais e especialistas para um diálogo aberto sobre a capacidade de resposta do sistema de saúde perante o imprevisível.

 

 

Uma Resposta Direta às Necessidades dos Enfermeiros

 

A escolha da temática não foi casual. Este evento foi desenhado pela SRSul como uma resposta direta aos pedidos de formação e partilha dos próprios enfermeiros da região, que enfrentam desafios crescentes na prática clínica em contextos de incerteza.

 

A iniciativa, que decorreu entre as 17h00 e as 20h00, pretendeu transformar a perceção de "fragilidade" em "oportunidade", valorizando a tomada de decisão sob pressão.

 

 

A sessão de abertura contou com a presença de Rui Alves, membro do Conselho Diretivo Regional, e Tânia Soares, Presidente do Conselho de Enfermagem da SRSul, que sublinharam a importância de criar espaços de reflexão descentralizados e inclusivos.

 

Especialistas Analisam a Gestão do Caos

 

A moderação do debate esteve a cargo de Sara Teixeira (ULS do Médio Tejo), que conduziu um painel de preletores com vasta experiência em cenários complexos:

 

Pedro Caldeira (Ocean Medical e VMER Cascais);

Rui Peixoto (ULS do Médio Tejo);

Victor Serra (ULS do Médio Tejo).

 

Os especialistas exploraram os mecanismos de Comando, Controlo e Comunicação (3 C's), detalhando os três níveis de ativação hospitalar: desde a preparação logística inicial (Nível 1), passando pela fase disruptiva com suspensão de atividade não urgente (Nível 2), até ao ponto crítico de esgotamento de capacidade (Nível 3), onde a segurança do sistema exige a interrupção da entrada de novas vítimas.

 

 

Da Vulnerabilidade à Preparação

 

Mais do que protocolos técnicos, o evento focou-se no fator humano. Foi discutido como a gestão emocional e o trabalho colaborativo são determinantes para o sucesso da intervenção. "Os eventos de exceção testam os limites da nossa organização. Estar preparado não é apenas ter um plano no papel, mas saber como adaptar esse plano quando os recursos esgotam", destacou-se durante a sessão.

 

O balanço do evento foi classificado como excelente pelos participantes, reforçando o papel da SRSul na capacitação dos profissionais para os desafios dos tempos que correm. Para os que não puderam estar presentes, a organização irá partilhar momentos-chave em vídeo, permitindo que as aprendizagens alcancem toda a comunidade de enfermagem.

 

 

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