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02-06-2014
Dia da Criança…Considerações sobre um caso de Prematuridade e Doença Crónica
Os enfermeiros que acompanham todo este processo têm a responsabilidade de capacitar os pais no desenvolvimento de respostas adaptativas eficazes relativamente ao papel parental. Em situações de doença crónica o papel dos enfermeiros torna-se fundamental, não só no acompanhamento durante todo o internamento, como no habilitar os pais a desenvolver competências e habilidades para cuidar do seu filho da forma mais autónoma possível, de modo a reduzir o tempo e números de internamentos e possibilitar à família retomar os seus hábitos de vida, tendo em conta as necessidades especiais da criança.
Neste sentido salientam-se aspetos como a transição para a parentalidade, impacto da doença crónica na família e a importância do enfermeiro em todos os passos do percurso.
A hospitalização do recém-nascido conduz a uma rutura precoce na ligação pais/bebé e é causadora de diversos sentimentos nos pais, tais como ansiedade, desespero, impotência ou desilusão. Estimular os pais a participar ativamente nos cuidados, facilita o seu envolvimento e a relação com o bebé, para além de devolver-lhes confiança no seu papel de pais e principais cuidadores do RN.
Sendo esta uma etapa muito delicada, de transição de papéis, o enfermeiro surge como elemento fundamental na adaptação ao novo papel parental: O acolhimento é determinante para minimizar a sua ansiedade e promover a relação entre ambos. A participação dos pais nos cuidados ao RN é fomentada o mais precocemente possível, iniciando-se pelo toque, massagem terapêutica e cuidados de higiene e conforto, tendo o enfermeiro um papel preponderante no apoio aos pais, elogiando o seu envolvimento, incentivando a comunicação com o RN, vigiando o processo de vinculação e informando sobre a condição do RN.
Pretende-se que durante o internamento, os pais acompanhem todo o processo de reabilitação e adaptação da criança à doença e hospitalização, se ajustem emocionalmente à situação de doença crónica e participem nas tomadas de decisões, ou seja, que desenvolvam competências para serem os pais desta criança no domicílio. Este é um processo gradual de aquisição de conhecimentos e habilidades ao nível do regime terapêutico que exigem a aquisição de informação e o domínio de competências, com repercussões nos estilos de vida da família.
Esta participação ativa dos pais nos cuidados, permite ultrapassar os sentimentos de culpa ou de incapacidade de cuidar do seu filho, diminui a angústia da separação, como incentiva a autoconfiança perante as suas próprias competências e habilidades, envolvendo a família em todo o processo terapêutico.
É fundamental que os pais percebam que são co-responsáveis no processo terapêutico DO SEU FILHO e de que adquiriram competências para cuidar DO SEU FILHO…
Ao longo deste processo, dá-se uma mudança de paradigma: são os pais quem assumem e gerem a totalidade dos cuidados à sua criança, com o apoio e supervisão do enfermeiro.
Consideramos essencial um esforço conjunto para fazer bem, produzir melhor, definir o que é desejável e agir em conformidade, de modo a alcançar a excelência do cuidar da criança e sua família, mesmo com as suas especificidades, capacitando os pais como cuidadores do seu filho.
É este o caminho que conduz à redução do número e tempo de internamentos, à melhoria da qualidade de vida da família, alcançando assim ganhos efetivos em saúde.
Autoras:
- Catarina Beirão 5-E-45850
- Sandra Ferreira 5-E-8540
- Sandra Lucas 5-E-43732
- Joana Pereira 5-E-22148
- Paula Lopes 5-E-20723
AT/gm





