No Dia Internacional das Migrações partilhamos o testemunho do trabalho desenvolvido pela Unidade Móvel da Unidade de Cuidados na Comunidade Nostra Pontinha. “Melhorar e aumentar a eficácia dos cuidados de saúde primários, junto da população, cujas especificidades socioculturais e conjunturais mereçam atenção particular, que vive em bolsas de pobreza, nomeadamente, jovens, migrantes e minorias étnicas com difícil acesso aos Cuidados de Saúde Primários é o principal objetivo do projeto “Saúde em Movimento”.Cada vez mais e atendendo à conjuntura sócio económica atual, em que os grupos populacionais mais vulneráveis se encontram sobretudo na periferia das grandes cidades, bolsas de pobreza, exclusão social e comunidades migrantes, advindo daí, toda uma problemática ligada a comportamentos de risco para a saúde, falta de vigilância de saúde e negligência na prevenção da doença. A emergência de infeções tidas como controladas, têm-se vindo a tornar uma realidade cada vez mais presente, tornando-se a intervenção junto das comunidades vulneráveis uma intervenção cada vez mais pertinente. Neste contexto afigura-se pertinente, por parte dos serviços de saúde, uma intervenção de proximidade atuando diretamente nestas comunidades.A intervenção é dirigida especialmente às comunidades vulneráveis nomeadamente migrantes tendo em conta, sobretudo, as vertentes da saúde infanto-juvenil, prevenção de doenças transmissíveis e saúde reprodutiva/planeamento familiar e a vacinação.O grande objetivo deste projeto é promover a acessibilidade aos cuidados de saúde por parte das pessoas em situação de vulnerabilidade.O projeto “Saúde em Movimento” contempla a intervenção em 4 comunidades, na área de influência da UCC Nostra Pontinha, identificadas como vulneráveis. A intervenção é realizada com recurso à Unidade Móvel, duas vezes por semana, alternando nas várias comunidades.A intervenção é assegurada por duas enfermeiras, que prestam cuidados de prevenção e promoção da saúde nas vertentes da saúde da mulher, saúde infanto-juvenil, IST (rastreio para a infeção pelo VIH) e vacinação, apoiando ainda, as áreas das doenças cardiovasculares, diabetes e saúde mental.As comunidades migrantes são uma prioridade dadas as suas características de permanência no país. O desconhecimento do nosso SNS, dos seus direitos e as barreiras burocráticas e institucionais com que estas pessoas se deparam, dificultam/impossibilitam a sua vigilância de saúde.Ora esta falta de vigilância de saúde são um risco individual e de saúde pública, sobretudo se tivermos em conta a cobertura vacinal, pois muitos dos migrantes são oriundos de zonas endémicas para várias doenças (Poliomielite e Sarampo, por exemplo).Enquanto enfermeiras não temos capacidade para resolver todas as situações com que deparamos, pelo que estabelecemos uma estreita articulação com os médicos de família e em algumas situações diretamente com os cuidados de saúde diferenciados (ex: VIH e saúde mental).O Projeto Saúde em Movimento está implementado na nossa área de influência desde 2007, com resultados comprovados, pelo que toda a equipa de enfermagem que constitui o mesmo tem consciência de que faz a diferença.”18/12/2015
Teresa Figueiredo
Enfermeira Gestora do Projeto
Consulte aqui as notícias que saíram em vários meios de comunicação social:
Sapo
http://www.sapo.pt/noticias/unidade-movel-de-saude-porta-de-entrada-para-_5673976883fc5bf650cae088
MSN
http://www.msn.com/pt-pt/video/ver/unidade-m%C3%B3vel-de-sa%C3%BAde-porta-de-entrada-para-muitos-imigrantes-se-legalizarem-editado/vp-BBnGHSm
Notícias ao Minuto
http://www.noticiasaominuto.com/pais/505928/unidade-movel-de-saude-e-porta-de-entrada-para-legalizar-imigrantes
CDR-Sul, 18 de dezembro de 2015