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17-11-2014
17 de novembro - Dia Mundial da Prematuridade
Para muitos bebés o internamento e o apoio clínico para sobreviverem e crescerem é uma realidade incontornável. Contudo, frequentemente o hospital oferece um ambiente que não reúne as condições ideais para o desenvolvimento saudável, exigindo um esforço de adaptação muito grande sobretudo numa fase em que o seu cérebro é muito sensível, extremamente permeável e moldável. Assim as unidades neonatais devem procurar prestar cuidados por profissionais sensíveis e competentes que:
- promovam os Cuidados Centrados na Família. Os pais são vitais para o restabelecimento, crescimento e desenvolvimento do bebé e a sua integração nas equipas multidisciplinares é indispensável. As suas competências parentais devem de ser enfatizadas, legando a eles as atividades que lhe são tradicionalmente atribuídas, favorecendo as manifestações de afeto e o contacto pele-a-pele como uma das intervenções mais importantes para o desenvolvimento do bebé, bem como a promoção do aleitamento materno e da amamentação;
- promovam os Cuidados de Apoio ao Desenvolvimento. Constituem estratégias que promovem o conforto, de ajuda na adoção de posturas adequadas ao desenvolvimento dos músculos, articulações e de competências auto-reguladoras importantes na aquisição de competências motoras futuras, de proteção e promoção do desenvolvimento sensorial sobretudo com o controlo de fatores ambientais reconhecidamente nocivos (luz e o ruído) e a introdução de estímulos sensoriais benéficos como o cheiro da mãe, do seu leite materno, o som da sua voz e o sabor do leite materno, bem como o contacto estreito com a sua pele.
- promovam os Cuidados Individualizados. O bebé é o principal e o mais importante interveniente dos cuidados onde as suas competências e capacidades devem ser enfatizadas e promovidas e as suas fragilidades apoiadas e protegidas. Só ele nos pode dizer o que é mais adequado ao seu patamar de desenvolvimento, isto é aquilo que ele consegue integrar como experiência benéfica ao desenvolvimento ou, por outro lado, aquilo que não consegue filtrar, o fragiliza e pode desequilibrar.
Assim, não basta que os prematuros cresçam e fisiologicamente se tornem independentes da tecnologia, é necessário que tenham condições que permitam o desenvolvimento das suas capacidades cognitivas, sensoriais, psicológicas, emocionais e sociais sempre com o envolvimento da família e durante o decurso da sua vida.
Enfermeira Elsa Silva
CDR/AT-mm





