Repor a verdade sobre o trabalho dos enfermeiros no CODU

  • 06-08-2025

O Presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) prestou declarações altamente ofensivas para os enfermeiros na edição do jornal Correio da Manhã de ontem, 05/08/25.

Na edição de hoje, 06/08/25, no mesmo espaço, o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, responde às declarações daquele representante dos TEPH.

Porém, pela gravidade, pela recorrência e, sobretudo, pela completa deturpação da realidade, impõe-se complementar esta resposta.

Não é a primeira vez que aquele indivíduo ataca publicamente os enfermeiros que integram os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM. E fá-lo sempre de forma desinformada e com uma total falta de respeito institucional, atacando uma profissão que trabalha lado a lado com os TEPH.

Afirmar que os enfermeiros são “telefonistas” ou que poderiam ser substituídos por operadores ou por inteligência artificial é, além de ofensivo, completamente irresponsável. É desconhecer, ou fingir não saber, o que faz um enfermeiro num CODU e ofender os próprios TEPH que lá exercem funções.

Obviamente, naquele contexto específico, as funções dos enfermeiros e de outros profissionais de saúde, não podem ser desempenhadas por operadores telefónicos. Nem por algoritmos de inteligência artificial. Só podem ser efetuadas por profissionais de saúde com formação e competência para tomar decisões clínicas urgentes à distância.

Por outro lado, a propósito das horas extraordinárias, o que os números demonstram é exatamente o que a Ordem dos Enfermeiros tem vindo a denunciar. Faltam enfermeiros na emergência pré-hospitalar. Os enfermeiros do INEM fazem mais horas porque são necessários. Não por benefício pessoal, mas por compromisso com a sua missão e com a população.

A Ordem dos Enfermeiros não se vai calar perante este tipo de ataques. Não vamos aceitar que se continue a ofender desta forma o trabalho dos enfermeiros do INEM.

Estamos certos que os próprios TEPH não se revêm nestas palavras porque sabem que a emergência é um trabalho em equipa. Para defender uma profissão não é necessário atacar outra. Defendemos a valorização de todas as profissões da saúde, sem alimentar divisões artificiais que não beneficiam ninguém.