1.º Congresso de Gestão dos Serviços de Urgência

  • 26-09-2026

 

Decorreu esta sexta-feira, 25 de setembro, no Auditório João César Monteiro, do Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, o 1.º Congresso de Gestão dos Serviços de Urgência.

 

Promovido pelo GNEGSU – Grupo Nacional de Enfermeiros Gestores dos Serviços de Urgência, o congresso reuniu enfermeiros gestores e enfermeiros da área da gestão, de diferentes instituições e regiões do país, constituindo um espaço de encontro, partilha e reflexão sobre a gestão dos serviços de urgência em Portugal.

 

Sob o tema “Liderança, Qualidade e Inovação”, o programa do evento contemplou diferentes dimensões da gestão e organização dos serviços de urgência, promovendo a discussão sobre os desafios atuais e as respostas necessárias para o futuro.

 

Na sessão de abertura, João Paulo Carvalho, vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros (OE), apontou a necessidade de repensar o circuito do doente no SNS, salientando o papel dos enfermeiros gestores na melhoria dos circuitos dentro dos serviços de urgência, dos modelos de cuidados e da gestão das equipas, bem como na identificação de problemas e na apresentação de propostas de melhoria.

 

O vice-presidente da OE sublinhou, contudo, que o funcionamento dos serviços de urgência está também dependente do que acontece na comunidade. Neste âmbito, defendeu o reforço dos cuidados de saúde nas ERPI e na RNCCI, da capacidade dos cuidados de saúde primários para responder à doença aguda não complexa, dos cuidados de longa duração e da domiciliação de cuidados.

 

João Paulo Carvalho destacou ainda a necessidade de uma gestão mais eficaz da doença crónica estável, no âmbito da comunidade, considerando que existem enfermeiros em Portugal com as competências e os conhecimentos adequados para dar resposta a estas situações.

 

João Paulo Carvalho alertou igualmente para a situação dos doentes que permanecem internados nos serviços de urgência à espera de vaga nos serviços, considerando “incomportável” a manutenção desta realidade, uma vez que aumenta significativamente as necessidades de prestação de cuidados sem que exista paralelamente um reforço das equipas.

 

O vice-presidente da OE reforçou ainda o papel da Ordem nestas matérias, nomeadamente através da futura criação de uma estrutura de acompanhamento da Rede Nacional de Urgências e da integração das propostas apresentadas pela OE na comissão que acompanha a reestruturação dos serviços de urgência.

 

No final da sua intervenção, João Paulo Carvalho agradeceu o empenho e a resiliência dos enfermeiros gestores presentes e dos respetivos adjuntos, apelando a que sejam os primeiros a identificar os problemas, contribuindo para a sua resolução, e a que continuem a apoiar as suas equipas. “Só em equipa se conseguirá fazer frente às dificuldades”, afirmou.

 

 

O congresso contou também com a participação de Rita Pinto, da Estrutura de Idoneidades da Ordem dos Enfermeiros, na mesa 2, subordinada ao tema “O Serviço de Urgência Enquanto Contexto Formativo: Desafios e Responsabilidades”, moderada por Ana Patrícia Cardoso, enfermeira gestora do Serviço de Urgência da ULSRA. Nesta sessão, Rita Pinto abordou a perspetiva da Ordem dos Enfermeiros relativamente à “Idoneidade Formativa no Serviço de Urgência”.