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16-09-2025
Ordem dos Enfermeiros pede estabilidade política e reformas estruturais no SNS
O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, que participou esta terça-feira no Fórum TSF, dedicado à estratégia do Governo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), alertou para a instabilidade política que tem afetado o setor da saúde nos últimos anos.
“Nos últimos dez anos, tivemos cinco ministros da Saúde”, recordou o responsável, sublinhando que esta “instabilidade dificulta qualquer reforma séria no SNS”. Como solução, defende a criação de “um pacto governativo entre os principais partidos” que permita a definição de medidas estruturais e consensuais “que vão além dos ciclos políticos”.
Durante a intervenção, Luís Filipe Barreira abordou o problema do encerramento de urgências de Obstetrícia, que, segundo o Bastonário, se deve tanto à “falta de médicos no SNS” como a “problemas de gestão e de planeamento”. Nesse contexto, voltou a destacar o papel que os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica podem desempenhar no acompanhamento de grávidas de baixo risco. Uma medida que, ao ser implementada, poderia “aliviar a pressão nas urgências e garantir um seguimento seguro às grávidas”.
O Bastonário manifestou ainda preocupação com a ausência de medidas para fixar jovens enfermeiros recém-formados: “Estamos a permitir que quase três mil enfermeiros que terminaram agora a licenciatura continuem a procurar o estrangeiro por falta de oportunidades no país.”. Luís Filipe Barreira atribui este movimento migratório não apenas às condições salariais ou de trabalho, mas também à “falta de políticas de fixação e retenção em Portugal”.
Atualmente, o SNS regista uma carência estimada de cerca de 14 mil enfermeiros. A Ordem afirma já ter entregue ao Ministério da Saúde uma proposta de plano nacional de reforço, com metas claras e medidas para a valorização, progressão na carreira e retenção dos profissionais.





