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05-11-2025
Bastonário da OE reage a dados “preocupantes”
Portugal é um dos países que mais "exportam" enfermeiros

Entrevistado pelo Jornal Público, o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, reagiu aos dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que colocam Portugal entre os países que mais “exportam” enfermeiros. Só em 2020, mais de 15 mil enfermeiros portugueses trabalhavam no estrangeiro. Trata-se de um aumento de 568% face ao ano 2000.
Segundo Luís Filipe Barreira, a emigração de enfermeiros é um movimento que tem vindo a aumentar. Aliás, basta ver que, entre julho e agosto deste ano, a OE atribuiu 3 mil títulos a novos enfermeiros recém-licenciados. No entanto, o Bastonário esclarece que, destes, 50% já pediram à OE declarações para efeitos de emigração. “É grave”, classifica, aludindo à atual carência estimada de, pelo menos, 14 mil enfermeiros no SNS.
Além de as condições salariais serem, em geral, mais atrativas nos países de destino, o Bastonário reconhece que a emigração de enfermeiros está fortemente relacionada com a progressão de carreira, que é “mais rápida nesses países” e com “contratos mais estáveis”. Sobre este ponto, lembra que estamos a chegar ao final do ano civil e que os Planos de Desenvolvimento Organizacional (PDO) ainda não foram aprovados, o que impede a abertura de concursos para novas contratações por parte das Unidades Locais de Saúde (ULS). É aqui que entra o fator urgência, visto que “muitos jovens enfermeiros, que concluíram os cursos antes do verão, não querem esperar”.
Com o objetivo de travar a perda de “talento e mão-de-obra” na área da enfermagem, Luís Filipe Barreira recorda que a OE já propôs ao Governo um plano de retenção e fixação de profissionais em Portugal.
📰 Notícia completa publicada na edição de 4 de novembro do Jornal Público.





