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11-06-2025
OE no Congresso do ICN

O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, está em Helsínquia, onde decorre o Congresso do Conselho Internacional de Enfermeiros, a liderar uma delegação de enfermeiros portugueses, que junta mais de sete mil profissionais de 137 países. Este é o maior e mais representativo encontro global da profissão de enfermeiro. E Portugal está presente.
Numa altura em que a saúde enfrenta desafios sem precedentes, o ICN apela à ação política e institucional para garantir o futuro da Enfermagem. A Ordem dos Enfermeiros de Portugal associa-se a este apelo e reafirma o seu compromisso com as prioridades globais agora reafirmadas em Helsínquia.
Investir na Enfermagem é investir no futuro. Os enfermeiros são essenciais para melhorar os resultados em saúde, fortalecer as economias e construir sociedades mais justas e resilientes. Mas isso só será possível se os países garantirem salários justos, condições de trabalho dignas e cargas horárias seguras. Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade ética e estrutural.
Também a migração internacional de enfermeiros, cada vez mais intensa, deve ser gerida com justiça e reciprocidade. O recrutamento de profissionais em países com sistemas frágeis não pode continuar a ocorrer sem compensações nem respeito pelos princípios da solidariedade.
O ICN recorda ainda a urgência de proteger os profissionais de saúde em contextos de guerra e conflito armado, condenando com firmeza todos os ataques e exigindo o cumprimento do direito humanitário internacional.
A formação de qualidade, acessível e regulada é outro pilar essencial. Só com formação forte e contínua será possível responder à complexidade crescente dos cuidados. Esta formação deve estar alinhada com modelos de cuidados inovadores, centrados nas pessoas e liderados por enfermeiros com mais autonomia.
Por fim, o ICN defende uma liderança com impacto real. Os enfermeiros devem ter voz nas decisões estratégicas sobre os sistemas de saúde e acesso a percursos de carreira valorizados e com responsabilidade política.
Portugal está neste debate global com uma voz ativa. A nossa presença em Helsínquia representa não apenas a afirmação da Enfermagem portuguesa no mundo, mas também o nosso compromisso com os princípios que constroem uma profissão mais forte, mais respeitada e mais preparada para os desafios do futuro.






