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06-02-2017
Caso IPO
Ordem exige mais enfermeiros para baixar tempos de espera
“A situação resulta de um grande fluxo de doentes e de poucos enfermeiros, algo que já estava diagnosticado há algum tempo por parte do Conselho de Administração do IPO”, lembra o presidente da Secção Regional do Sul da OE, Sérgio Branco, para quem é essencial que sejam contratados mais enfermeiros neste serviço “já que estamos a falar de crianças com cancro que lutam todos os dias e que devem ter direito a um serviço de saúde que os apoie em todos os momentos”.
O caso relatado pelo regulador da Saúde e agora divulgado remonta a Fevereiro de 2016 quando a mãe de uma criança com cancro queixou-se do tempo que o filho demorou a ser atendido para realizar um tratamento de quimioterapia. Segundo a mãe, o filho fez análises às 10h, teve consulta às 15h30 e só recebeu o tratamento adequado por volta das 20h30.
No mesmo documento, o IPO reconhece que existe um défice de recursos humanos, especialmente enfermeiros. “O IPOLFG tem vindo a submeter superiormente, pedidos de autorização para a contratação de diferentes profissionais com especial destaque para os enfermeiros que constituem o grupo profissional com maior défice, tendo em vista minimizar o constrangimento referido”, pode ler-se.
“Não faz sentido gastar recursos, tempo e dinheiro com ideias que ficam apenas no papel e acabam por não ser concretizadas no terreno. Falta uma aplicação adequada de recursos para servir a sociedade de uma maneira responsável”, defende Sérgio Branco.
FC





