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25-06-2025
Portugal mantém-se como referência mundial na vacinação

No ano em que se assinala 60 anos sobre a criação do Programa Nacional de Vacinação foram hoje apresentados em, Faro, os relatórios de 2024.
A Ordem dos Enfermeiros esteve presente na sessão pública de apresentação, representada pelo Presidente do Conselho de Enfermagem, Sérgio Branco, que afirmou “Cada vacina administrada traduz-se numa oportunidade de proteger, de educar e de acompanhar”, acrescentando que “os enfermeiros são o rosto da vacinação em Portugal e o elo fundamental entre o sistema de saúde e as pessoas. Estes resultados são, antes de mais, um reflexo da confiança que a população deposita na enfermagem”.
Os resultados confirmam mais uma vez o lugar de Portugal como referência internacional em matéria de vacinação, com coberturas de 98% a 99% no primeiro ano de vida das crianças e níveis muito elevados até aos seis anos de idade.
Os relatórios dão, ainda, conta de excelentes resultados em múltiplas áreas, incluindo a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório, com 86% de cobertura entre os recém-nascidos, uma campanha que permitiu reduzir significativamente os internamentos por infeções respiratórias em bebés até aos seis meses de idade. Uma meta possível de alcançar graças à mobilização de milhares de enfermeiros, em articulação com as unidades do SNS e com os contextos locais.
Nas vacinas contra o sarampo, rubéola, parotidite, meningite B, tétano e HPV a cobertura vacinal continua a superar as expectativas, com destaque para os mais jovens: a vacinação contra o HPV nos rapazes já ultrapassa os 90% aos 15 anos. A vacina da tosse convulsa administrada na gravidez atingiu mais de 80% das mulheres grávidas elegíveis, refletindo uma estratégia preventiva eficaz e bem executada.
Uma das novidades dos relatórios deste ano é a disponibilização de dados por município, o que permitirá melhorar o planeamento e adaptar as respostas às realidades locais. Os enfermeiros, com conhecimento profundo dos territórios e das populações, são agentes insubstituíveis neste esforço de vigilância e resposta à escala local.
A Ordem dos Enfermeiros reitera a sua posição de que não há sucesso em políticas de vacinação sem um investimento firme na enfermagem. Desde a administração técnica das vacinas até à criação de uma relação de confiança com os cidadãos, os enfermeiros são e continuarão a ser um pilar essencial da saúde pública em Portugal.






