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10-08-2026
OE pede contratação de mais enfermeiros para a ULS Oeste

No âmbito da iniciativa Ordem Presente, o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, acompanhado pelos vice-presidentes do Conselho Diretivo da OE, Ana Fonseca e João Paulo Carvalho, respetivamente, pela presidente da Secção Regional do Sul (SRS) da Ordem dos Enfermeiros, Dora Franco, pelo tesoureiro da SRS, Rui Alves, e pelo vogal do Conselho Regional de Enfermagem, José Luís dos Santos, realizou hoje uma visita de trabalho ao Hospital de Torres Vedras, integrado na Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste.
A reunião entre a OE e elementos do Conselho de Administração (CA) da ULS Oeste – designadamente com o vogal executivo, Carlos Sobral, a Enfermeira Diretora, Maria de Lurdes Ponciano, e enfermeiros adjuntos para a área hospitalar e dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) – precedeu a visita da comitiva da OE aos serviços de Ortopedia, Cirurgia, Medicina e Urgência desta unidade hospitalar.
Esta deslocação surge na sequência de uma exposição apresentada por enfermeiros da instituição e de uma visita de proximidade realizada pela comitiva da Secção Regional do Sul da OE, no passado dia 27 de maio, no âmbito da iniciativa 𝘖𝘳𝘥𝘦𝘮 𝘗𝘳𝘦𝘴𝘦𝘯𝘵𝘦.
A escassez estrutural de enfermeiros, o incumprimento dos rácios recomendados de enfermeiro por doente e o recurso frequente a trabalho extraordinário foram os principais temas debatidos durante a reunião. O próprio Conselho de Administração reconhece que estes constrangimentos têm contribuído para uma forte pressão sobre as equipas de enfermagem e para a sobrecarga física e psicológica destes profissionais.
No Hospital de Torres Vedras, a falta de enfermeiros, agravada pelo envelhecimento destes profissionais, já tem impacto direto na capacidade assistencial. O Serviço de Cirurgia mantém nove camas encerradas por falta de profissionais, existindo o risco de novos encerramentos pelo mesmo motivo. A carência de recursos humanos condiciona também a prestação de cuidados especializados de reabilitação, pelo que os utentes recebem cuidados gerais.
Foi também abordada a situação de enfermeiros especialistas que, apesar de possuírem o respetivo título, não se encontram enquadrados na correspondente categoria profissional.
A ULS Oeste enfrenta ainda dificuldades no recrutamento e na substituição de enfermeiros. Segundo o Conselho de Administração, a bolsa de recrutamento para estes profissionais ficou deserta e existem dificuldades em preencher contratos de substituição.
Para melhorar a capacidade de fixação de profissionais na região, a ULS Oeste já solicitou a intervenção da Câmara Municipal de Torres Vedras, nomeadamente através da promoção de soluções de arrendamento acessível e a preços controlados para profissionais de saúde.
Durante a reunião de trabalho com o CA, ficou patente que estes constrangimentos não se limitam à área hospitalar. Nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), a ULS Oeste identificou igualmente falta de enfermeiros, um número crescente de utentes sem médico de família e também sem enfermeiro de família. Foram ainda sinalizadas carências de materiais de consumo e medicamentos, bem como equipamentos obsoletos ou com problemas de funcionamento.
A reunião e a visita aos serviços permitiram aprofundar o diagnóstico dos constrangimentos existentes e reforçar o diálogo entre a OE e a ULS Oeste, com o objetivo de encontrar respostas que permitam aliviar a pressão sobre as equipas de enfermagem, garantir melhores condições para o exercício profissional e assegurar a qualidade e segurança dos cuidados prestados à população.





