OE rejeita que novo modelo do INEM retire meios ao sistema

  • 18-08-2026

 

A Ordem dos Enfermeiros (OE) rejeita as críticas de que a reorganização do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) retire meios ao sistema e considera que o novo modelo permite uma resposta mais rápida e adequada à situação clínica de cada pessoa.

 

O bastonário da OE, Luís Filipe Barreira, considera que este é o modelo que “mais protege as pessoas”, ao permitir levar cuidados diferenciados mais depressa a quem está em risco de vida e aumentar a disponibilidade operacional das equipas.

 

A OE destaca ainda que as equipas de Suporte Imediato de Vida (SIV) mantêm a sua capacidade operacional, passando a utilizar viaturas ligeiras que permitem maior mobilidade e uma resposta mais rápida. As ambulâncias de Suporte Básico de Vida (SBV) asseguram o transporte dos doentes quando não é necessário acompanhamento diferenciado.

 

A Ordem nega ainda a ideia de que a reorganização retire cerca de uma centena de ambulâncias ao sistema. As Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) passam a operar a partir de bases hospitalares para reforçar o transporte inter-hospitalar de doentes críticos, mas continuam integradas no dispositivo do SIEM quando estão disponíveis.

 

Outra das principais alterações entra em vigor a 1 de setembro, com a participação dos enfermeiros na triagem das chamadas recebidas nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), através do Sistema de Triagem de Manchester. Para a OE, esta medida reconhece as competências clínicas dos enfermeiros e reforça a avaliação do risco e a definição de prioridades desde o primeiro contacto. “A OE considera esta uma excelente estratégia de política de saúde e apoia a sua concretização”, afirma Luís Filipe Barreira.