II Congresso Internacional de Enfermagem Comunitária em Chaves

  • 12-09-2026

 

Terminou este sábado, 12 de setembro, o II Congresso Internacional de Enfermagem Comunitária, um evento que, ao longo de dois dias, reuniu mais de duas centenas de participantes na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega, em Chaves. Com organização da Mesa do Colégio de Especialidade de Enfermagem Comunitária (MCEEC), esta segunda edição do Congresso teve como tema “Liderança, Proximidade e Valor em Enfermagem Comunitária”.

 

Na sessão de abertura, realizada esta sexta-feira, 11 de setembro, participaram Nuno Vaz, presidente da Câmara Municipal de Chaves, Luís Janeiro, presidente da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega, José Lameirão, enfermeiro diretor da ULS Trás-os-Montes e Alto Douro, em representação da presidente do Conselho de Administração, Sara Costa Mota, e Luís Filipe Barreira, Bastonário da Ordem dos Enfermeiros.

 

Na sua intervenção, Luís Filipe Barreira sublinhou que a Enfermagem Comunitária se constrói a partir da realidade concreta das populações e dos territórios onde estas vivem. “É nesses contextos que os riscos são identificados, que muitas doenças podem ser prevenidas e que a saúde se constrói”, afirmou.

 

Para o Bastonário, é precisamente o conhecimento destes contextos que permite aos enfermeiros identificar necessidades, planear intervenções, promover a literacia em saúde, acompanhar famílias e trabalhar em articulação com diferentes entidades, designadamente escolas, autarquias, instituições sociais e estruturas comunitárias.

 

Luís Filipe Barreira realçou ainda que, numa cidade como Chaves, situada no interior do país, existe uma necessidade acrescida de “garantir cuidados acessíveis” e “uma rede de cuidados de proximidade”, tendo em conta “a dispersão populacional, o envelhecimento e as distâncias geográficas”.

 

“Cuidados de saúde acessíveis são essenciais à coesão territorial”, frisou o Bastonário, defendendo a criação de condições que promovam a fixação de enfermeiros, em número adequado e com a devida autonomia profissional, de modo a que “todos os cidadãos tenham direito ao acompanhamento de que necessitam, independentemente do local onde vivem”.

 

 

A sessão de encerramento decorreu este sábado, 12 de setembro, tendo sido antecedida pela Entrega de Prémios das Comunicações Orais e Pósteres, que contou com a presença de Ana Fonseca, vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros, em representação do Bastonário, de Helena Penaforte, da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa – Alto Tâmega, e de José Hermínio Gomes, presidente da MCEEC.