OE propõe acompanhamento da gravidez de baixo risco por EESMO nos Açores

  • 13-06-2026

 

O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), Luís Filipe Barreira, reuniu-se esta sexta-feira, 12 de junho, com o Diretor Regional da Saúde dos Açores, Pedro Paes, para discutir a adaptação do modelo de acompanhamento da gravidez de baixo risco na Região Autónoma dos Açores.

 

A reunião, promovida pela Direção Regional da Saúde (DRS), contou ainda com a presença do Presidente da Secção Regional dos Açores da OE, Pedro Soares, do Presidente do Conselho de Enfermagem Regional, Tiago Luz Almeida, da Presidente do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da OE, Alexandrina Cardoso, e de Dário Rocha (membro da DRS).

 

Nesta reunião, foram discutidas as potencialidades da adaptação e implementação do modelo aprovado no continente este ano, que prevê que a vigilância da gravidez de baixo risco seja realizada por Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, no âmbito dos cuidados de saúde primários.

 

Para o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, a implementação deste modelo nos Açores representa uma oportunidade para aumentar a acessibilidade e a equidade das grávidas a cuidados de saúde. “A Região Autónoma dos Açores reúne todas as condições para avançar com a implementação deste projeto com a intervenção dos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia”, sublinhou.

 

Segundo Luís Filipe Barreira, “a adaptação do modelo do continente poderá contribuir para a promoção da qualidade e da proximidade dos cuidados prestados às grávidas, através de uma resposta mais eficiente, humanizada e centrada na mulher, valorizando-se, simultaneamente, as competências altamente diferenciadas dos enfermeiros especialistas”.

 

O Bastonário lembrou ainda que a evidência científica internacional demonstra os benefícios deste modelo, quer ao nível dos resultados maternos e neonatais, quer na satisfação das utentes e na otimização dos recursos disponíveis, contribuindo para sistemas de saúde mais sustentáveis e acessíveis.

 

A OE considera que a implementação deste modelo trará “ganhos inequívocos” para a resposta assistencial prestada às grávidas açorianas. Neste contexto, manifestou a sua total disponibilidade para colaborar com a Direção Regional da Saúde na definição e implementação desta solução na Região.