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12-01-2026
Ordem dos Enfermeiros alerta para carência de 14 mil enfermeiros no SNS
O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, manifestou estar contra os limites impostos à contratação de novos enfermeiros no SNS.
Em declarações à Antena 1, Luís Filipe Barreira adianta que a OE espera reunir-se em breve com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para definirem “um plano de contratação [de enfermeiros] a curto, médio e longo prazo”, que permita “suprir as carências [que existem] nos serviços”.
Conforme avança o Bastonário da OE, anualmente em Portugal são formados 3 mil enfermeiros, metade dos quais pedem à Ordem declaração para efeitos de emigração. “Não estamos a conseguir, enquanto país, reter profissionais de saúde, nomeadamente enfermeiros, que fazem muita falta no Serviço Nacional de Saúde.”
Questionado pela Antena 1 sobre a medida da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS), que prevê estabelecer limites à contratação de novos profissionais de saúde nas Unidades Locais de Saúde (ULS), o Bastonário da OE diz que, perante “a carência extrema” de enfermeiros no SNS, “esta opção é incompreensível do ponto de vista assistencial e da gestão equilibrada dos recursos humanos”.
Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros lembra que “faltam cerca de 14 mil os enfermeiros no SNS para assegurar níveis mínimos de segurança nos cuidados, o que obriga a uma despesa com milhões de horas extraordinárias e coloca os enfermeiros em elevados níveis de exaustão”.
Dados recentes mostram que Portugal apresenta cerca de 5,8 médicos por cada 1 000 habitantes, acima da média da OCDE, enquanto regista apenas cerca de 7,6 enfermeiros por cada 1 000 habitantes, abaixo da média da OCDE. “Estes números evidenciam que o problema não reside na falta de médicos, mas na escassez de enfermeiros”, frisa Luís Filipe Barreira.





