Semana Nacional da Amamentação 2026: 1 a 7 de outubro
De: 01-10-2026
Até: 07-10-2026

Amamentar para um início de vida mais sustentável: fortalecer o que já funciona
Breastfeeding for a Sustainable Start in Life: Strengthen What Works
Na Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 (em agosto), a campanha convidou-nos a acompanhar os progressos alcançados, avaliar o impacto das medidas implementadas e consolidar as intervenções que demonstram produzir melhores resultados para as crianças, as mulheres, as famílias e as comunidades.
Na Semana Nacional da Amamentação 2026, que tem hoje início, damos continuidade a esta mesma campanha, reforçando o compromisso de acompanhar os progressos, reconhecer os resultados alcançados e promover a consolidação de práticas e intervenções sustentadas na evidência, capazes de contribuir para melhores resultados em saúde e para ambientes mais favoráveis à amamentação.
O leite materno constitui a fonte de alimentação de eleição para o início da vida, fornecendo nutrientes e componentes bioativos adaptados às necessidades do recém-nascido. Contudo, só existe leite materno se a mulher decidir amamentar ou aleitar. Assim, torna-se essencial assegurar, desde a gravidez, cuidados especializados que visem a promoção da amamentação e da adaptação à parentalidade.
Promover a amamentação e o acesso seguro ao leite materno tem também implicações sociais e económicas. Pode reduzir a dependência de substitutos comerciais do leite materno, diminuir encargos para as famílias e reforçar a segurança alimentar. Estes benefícios, contudo, dependem da existência de políticas e serviços que protejam efetivamente as mulheres e não transfiram para elas, de forma isolada, toda a responsabilidade pelo sucesso da amamentação.
Por isso, importa identificar e reforçar as medidas que demonstram funcionar:
• Informação rigorosa durante a gravidez e pós-parto;
• Contacto pele com pele e início precoce da amamentação no pós-parto;
• Avaliação competente da mamada;
• Apoio na extração e manipulação do leite extraído;
• Reconhecer e elogiar cada sucesso;
• Continuidade de cuidados após o regresso a casa após o parto/ alta do recém-nascido da neonatologia centrada na amamentação/lactação por profissionais competentes;
• Proteção da parentalidade.
Valorizar experiências bem-sucedidas e aprender com diferentes contextos permite transformar conhecimento em cuidados mais acessíveis, equitativos e sustentáveis. Reforçar o que resulta significa investir em profissionais, serviços, políticas públicas e comunidades capazes de apoiar, sem julgamento, cada mulher, cada criança e cada família.
Fortalecer o aleitamento materno começa por reconhecer o que já funciona, transformando evidências em políticas, práticas e apoio contínuo.





