OE apresenta medidas para a fase de transição

  • 07-05-2020

A Ordem dos Enfermeiros elaborou um documento com medidas a adoptar na actual fase de desconfinamento gradual face à pandemia da Covid-19, tendo em conta o regresso progressivo às actividades profissionais e sociais da população, e com especial atenção para a retoma assistencial nas unidades de Saúde, mantendo a capacidade de resposta aos doentes Covid-19 e a retoma das restantes actividades programadas, como consultas e cirurgias entretanto suspensas.

 

Este plano assenta no princípio do reforço da testagem aos profissionais de Saúde, protecção individual em todos os sectores da sociedade e segurança na prestação de cuidados de Saúde, protegendo profissionais e utentes. O documento agora apresentado abrange, também, medidas para cuidados de saúde primários, estruturas residenciais para idosos (ERPI), cuidados continuados e apresenta medidas para o Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

 

A OE defende que é preciso, em primeiro lugar, assegurar o uso de máscaras cirúrgicas, comunitárias ou de uso social, de acordo com as recomendações da DGS , em todos os contextos e dimensões da vida social.

 

Entre as várias medidas apresentadas pela OE, destacam-se, no sector da Saúde, as seguintes:

 

 - Testar, de forma periódica e em intervalos não superiores a 15 dias, a totalidade dos profissionais de saúde em todas as unidades prestadoras de cuidados de saúde, incluindo a prioridade na realização de testes serológicos;

 

- Manter o reforço da Linha de Saúde 24, associada a serviços de saúde de proximidade

 

- Intensificar a campanha de vacinação e reforçar a campanha de higienização das mãos, ambas desenvolvidas pela Ordem dos Enfermeiros;

 

- Manutenção de circuitos distintos para Covid-19;

 

 - Disponibilização, em todos os serviços, de equipamento de protecção individual (EPI) adequado aos cuidados prestados;

 

- Assegurar, em todos os serviços e unidades, uma distância de cerca de dois metros entre camas, assim como da existência de barreira física entre camas (cortinas) higienizadas, pelo menos, uma vez por dia;

 

- Relativamente à retoma da actividade cirúrgica, propõe-se a criação de dois tipos de sala em Blocos Operatórios: a sala verde e a sala vermelha. E nos serviços, a criação de três enfermarias.

 

Em relação a recursos humanos, a Ordem defende que é necessário um levantamento sério e transparente das necessidades, até porque a fase de transição implicará um acréscimo de trabalho com a recuperação de toda a actividade assistencial suspensa e a manutenção dos cuidados prestados. A pandemia não terminou com o estado de emergência. Como tal, os Enfermeiros em unidades COVID-19, devem manter-se em equipas fixas, a trabalhar em espelho com uma parte da equipa em funções e outra em isolamento, de prevenção e prontidão, mantendo a capacidade de resposta necessária. Devem também ser retomados, com urgência, os procedimentos concursais que se encontram suspensos, com vista à finalização da contratação de enfermeiros, bem como a integração definitiva dos enfermeiros contratados.

 

Em relação às escolas, a OE propõe um Enfermeiro de Saúde Escolar por cada 100 pessoas da comunidade escolar, a quem competirá, nesta fase, a sinalização, o acompanhamento e o reporte das situações identificadas, fundamental para evitar uma nova vaga de contágio.

 

Sugere, também, a criação de equipas de saúde pública a nível local, envolvendo as juntas de freguesia e os municípios, bem como os centros de Saúde da área em que estão integrados, integrando Enfermeiros com a competência e/ou autorização para exercer Enfermagem do Trabalho.

 

A Ordem dos Enfermeiros considera que as medidas aqui enunciadas se revestem de particular importância e pertinência para o sucesso da fase de transição iniciada. Como até aqui, a Ordem dos Enfermeiros encontra-se disponível para a colaboração considerada em cada uma das áreas de atuação contempladas.

 

Consulte aqui o documento na íntegra com todas as medidas