Excelentíssimo Sr. Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Dr. Francisco Ramos
Digníssimo Sr. Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Enfermeiro Germano Couto
Excelentíssimo Sr. Presidente da 5º Comissão Especializada Permanente da Saúde e Assuntos Sociais, Dr. Mário Pereira
Excelentíssima Sr.ª Presidente do Instituto da Administração da Saúde e Assuntos Sociais, Drª Ana Nunes
Excelentíssimo Sr. Dr. Hugo Amaro em representação do Presidente do Conselho de Administração do Serviço de Saúde da RAM
Excelentíssima Sr.ª Presidente da Mesa da Assembleia Regional da OE
Digníssima Sr.ª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros do mandato anterior, Enfermeira Maria Augusta Sousa
Excelentíssimo Sr. Presidente da Secção Regional da RAM da Ordem dos Enfermeiros do mandato anterior, Enfermeiro Élvio Jesus.
Excelentíssimo Sr. Presidente da Secção Regional da RAM da Ordem dos Enfermeiros do primeiro mandato, Enfermeiro Jaime Jardim.
Excelentíssimos Representantes das Ordens Profissionais
Excelentíssimos Representantes das Associações de Enfermeiros e Utentes
Excelentíssimas Autoridades Convidadas
Ilustres convidados, Caros colegas, Senhores Jornalistas,
Minhas Senhoras, meus senhores
Em primeiro lugar, gostaria de cumprimentar e de agradecer aos colegas que hoje terminam o seu mandato pelo trabalho desenvolvido nestes quatro anos.
Hoje inicia-se um novo ciclo na nossa Ordem para os profissionais da Madeira e Porto Santo. Um ciclo de esperança e renovação.
Uma renovação assente em valores.
No valor de rigor que estará presente no cumprimento do nosso programa sufragado no acto eleitoral.
Um rigor na defesa dos desígnios fundamentais da Ordem: a promoção e defesa da qualidade dos cuidados de enfermagem prestados à população, bem como o desenvolvimento, a regulamentação e o controlo do exercício da profissão, assegurando a observância das regras de ética e deontologia profissional.
Um rigor também patente na introdução de medidas de modernização da Ordem conducentes a ganhos de eficiência da mesma.
Uma aposta na competência que se expressa pela qualidade técnico – científica e relacional da equipa escolhida.
Uma equipa que partilha uma visão comum da Enfermagem, e que está ciente que a efectiva regulação da profissão passa pelo desenvolvimento profissional e pessoal dos seus membros nos diferentes pilares da profissão: Docência e Formação; Prestação de Cuidados; Gestão e Investigação
Sim, todos somos importantes e nos nossos contextos temos de dar o nosso melhor contributo, pois da qualidade individual certamente resulta a qualidade colectiva da nossa profissão.
Apostamos no valor da acção e do trabalho.
Um trabalho assente em processos renovados de organização de cuidados, que passa pela definição e desenvolvimento de competências específicas dos enfermeiros da gestão e por um papel mais participativo dos enfermeiros na gestão organizacional dos serviços de saúde e nas suas políticas.
Um papel centrado na satisfação dos utentes, promoção da saúde, na prevenção de complicações, no bem-estar e conforto e na readaptação funcional.
Esta acção é por vezes pouco visível para aqueles que não são alvo dos nossos Cuidados…e como já dizia Saint-Exupéry: “o essencial é invisível aos olhos”…daí termos de apostar no valor da visibilidade. Pois, não basta prestarmos cuidados de qualidade é necessário divulgar à sociedade esse trabalho.
Para tal, os indicadores de saúde deverão contemplar os ganhos em saúde sensíveis aos cuidados de Enfermagem.
É exigível um novo modelo de financiamento de saúde que deixe de focar o trabalho dos enfermeiros como despesa e passe a olhá-lo em termos de ganhos efectivos em saúde para os nossos cidadãos.
Do caminho percorrido pela Comissão Instaladora até ao início deste mandato, construíram-se os alicerces da regulação da profissão.
É importante relembrar alguns marcos:
· A definição dos padrões de qualidade da nossa Ordem e os seus enunciados descritivos.
· A definição de competências dos enfermeiros generalistas.
· O modelo de individualização das especialidades e definição das suas competências.
· As alterações estatutárias que abriram o caminho a um novo modelo de desenvolvimento profissional já delineado.
A todos os que percorreram este caminho um muito obrigado
Compete-nos agora enfrentar novos desafios e consolidar esses pilares.
Isso só é possível através de uma apropriação desses pilares pelos enfermeiros nos contextos dos cuidados.
Para tal propomos estar próximos dos enfermeiros e dos cidadãos e com eles fazer esse caminho.
Propomos um diálogo franco e aberto, com os órgãos da tutela, instituições de saúde e parceiros sociais na busca de novos modelos organizadores de Cuidados em que os enfermeiros assumam um papel de relevo nas decisões políticas de saúde, colocando sempre o utente acima de qualquer interesse instalado.
Podem contar com os enfermeiros, estamos preparados.
Os custos inerentes à uma não participação activa dos enfermeiros nas soluções para os desafios que se avizinham, são elevados e impeditivos do sucesso desejado dos processos de mudança na saúde.
Estes momentos de dificuldade social que atravessamos, terão que ser transformados em oportunidades para apostar em cuidados de proximidade e ter atenção aos grupos de cidadãos mais vulneráveis no ciclo vital, nomeadamente as crianças e os idosos, com uma atenção muito especial nas situações de cronicidade e de sofrimento físico, mental e espiritual.
Uma aposta clara na comunidade, uma aposta clara na enfermagem especializada, e no aumento do seu espaço de intervenção para o exercício das elevadas competências adquiridas. Na certeza que a esse aumento de competências, deverá também corresponder o devido reconhecimento económico e social.
Apostaremos no reforço da introdução dos Padrões de Qualidade da Ordem dos Enfermeiros na nossa região, que desejamos que se dissemine a todas as instituições, assumindo o SESARAM, EPE, como maior entidade empregadora do sector, um papel de relevo na sua adesão.
Promoveremos dotações cada vez mais seguras de Enfermeiros, pois, além de tal minimizar os problemas de empregabilidade e precaridade na profissão, permitirá também uma redução substancial dos custos da saúde em vastas áreas:
Na gestão do risco clínico pela diminuição de ocorrências clínicas adversas
Na saúde ocupacional pela diminuição de acidentes, e absentismo
Em termos de motivação, teremos profissionais mais satisfeitos e melhores cuidados.
A aposta terá de ser certamente numa enfermagem de excelência, com cuidados cada vez mais seguros. E sabemos todos nós que a Qualidade, apesar de aparentemente ter custos iniciais elevados, estes custos pagam-se por si próprios.
Acreditamos também que em saúde os grandes sucessos constroem-se em equipas multiprofissionais, com um trabalho efectivo e de interdependência reciproca.
Terá de haver certamente a coragem política de colocar, nos órgãos de decisão em saúde, os profissionais de saúde mais bem preparados e com maiores competências, independentemente do grupo profissional a que pertençam.
Reforçamos que a autonomia consagrada no nosso regulamento profissional e o nosso estatuto e código deontológico será sempre o nosso fio condutor.
A tomada de decisão clínica com base nos diagnósticos de enfermagem terá de ser consolidada e as nossas competências preservadas.
Aspectos como a livre referenciação dos utentes pelos enfermeiros para outros profissionais, terão de ser efectivas.
Aos nossos cidadãos, uma palavra de esperança:
Estaremos na defesa e na garantia dos princípios básicos da qualidade em saúde: os da apropriação, da continuidade e da oportunidade.
Apropriação - que tem em conta que os serviços prestados, são adequados às necessidades, ao perfil e à dimensão dos nossos utentes.
Continuidade – que garanta uma prestação sem interrupções que os façam regredir.
Oportunidade – que garanta a prestação no momento exacto da sua necessidade.
Reafirmamos que os enfermeiros estão preparados para ser eficazes e eficientes, e saberão corresponder às vossas expectativas e necessidades em cuidados de Enfermagem.
Termino com um apelo à união de todos os enfermeiros, para que a Ordem seja cada vez mais um espaço de reflexão e debate de cada um e de todos nós, na promoção do desenvolvimento profissional e pessoal dos seus membros.
Resta-me fazer um agradecimento especial a todos os que nos honraram com a vossa presença um muito Obrigado e Bem Hajam.
O Presidente da Secção Regional da RAM da Ordem dos Enfermeiros
Ricardo Silva