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De: 12-05-2011 00:00  a: 31-05-2011 00:00  Local: Funchal 
Dia Internacional do Enfermeiro 

DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO 2011

COMBATER A DESIGUALDADE: MELHORAR O ACESSO E A EQUIDADE

No próximo dia 12 de Maio de 2011, vai realizar-se as Comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro com o tema: “Combater a Desigualdade: melhorar o acesso e a equiidade”.

Neste contexto, aproveitamos a oportunidade para a todos convidar para participar nas respectivas comemorações e manifestar algumas das nossas preocupações relativamente à persistência de situações no âmbito da temática deste Dia, nomeadamente:

·         Acentuadas assimetrias no acesso aos cuidados de saúde (e de enfermagem) por parte da população, sobretudo a mais carenciada (mais necessitados são, proporcionalmente, os que menos beneficiam dos recursos e serviços de saúde);
·         Fragmentação e compartimentação excessivas das respostas em cuidados, sobretudo especializados, e da intervenção multidisciplinar (ex: doente diabético, ou outro, vai ao especialista mas não é directa e imediatamente referenciado para o oftalmologista, nefrologista, cirurgião, etc., ainda que deles necessite);
·         Incipiente gestão integrada dos múltiplos problemas de saúde dos cidadãos, sobretudo dos portadores de doenças de evolução prolongada e conseguinte disrupção do contínuo de cuidados (raramente o utente com múltiplas “doenças” é consultado no mesmo dia e local pelos diferentes profissionais);
·         Deficiente interligação entre Hospitais e Centros de Saúde; falta de enfermeiros e, nalguns locais, de médicos de família, aliados ao insuficiente conhecimento e proximidade geográfica entre utentes e prestadores;
·         Sobrecarga financeira infligida aos doentes (e seus familiares), na maior parte carenciados, decorrente da pressão exercida para a utilização de serviços privados, por vezes a única forma de entrada no sistema de saúde, por parte de profissionais, nalguns casos, também gestores públicos, com poderosos interesses em ambos os sectores;
·         Falta de transparência para com os profissionais e população relativa à gestão das respostas em cuidados de saúde, quanto ao acesso e à equidade das mesmas, tanto na vertente das prestações como na de resultados nos utentes (incipiente informação sobre as diferentes listas de espera e ausência de escrutínio externo da evolução das mesmas);
·         Decisões, administrativas e clínicas, pouco baseadas na evidência e incipiente estratégia de intervenção nesta importante atitude requerida a todos os responsáveis e profissionais;
·         Incipiente trabalho de equipa e ineficiência, sobretudo técnica, alimentados por uma governação das organizações e serviços, cada vez mais monolítica e monoprofissional;
·         Insuficiente reflexão sobre as diferentes barreiras no acesso aos cuidados de saúde e pouca determinação na sua minimização;
·         Diminuição da oferta de cuidados de enfermagem não obstante o aumento, nalguns casos dramático, das necessidades dos utentes, em praticamente todos os contextos - Cuidados de Saúde Primários, Lares, Hospitais, etc.;
·         Subaproveitamento das capacidades e competências adquiridas pelos enfermeiros, geradoras de perniciosas ineficiências e desperdícios, com importantes impactos a nível económico e nos resultados dos utentes;
·         Remunerações de enfermeiros desprestigiantes e injustas face às suas qualificações e competências adquiridas e ao praticado relativamente a outros parceiros da equipe, na mesma organização;
·         Assédio Moral, Mobbing, Bulling e ostracização a que são submetidos alguns profissionais, particularmente os mais assertivos e da área da gestão, a par da desigual distribuição de benesses aos que maior propensão apresentam para a docilidade e obediência automática a caprichosas e por vezes descabidas orientações;
·         Falta de oportunidades profissionais dos jovens enfermeiros e de desenvolvimento dos que já se encontram ao serviço nas organizações;
·         Incipiente transparência e percepção de injustiças no recrutamento e desenvolvimento profissional, sobretudo por parte dos novos enfermeiros.
 
Sobre estes mesmos assuntos recomendamos veementemente a leitura do Relatório de Saúde da OMS (2010) e a Brochura do DIE/2011.
 
Apesar das dificuldades, estamos certos, os Enfermeiros continuarão activa e responsavelmente a fazer a diferença.
 
Bem Hajam!
 
Élvio H. Jesus

Mais informações aqui

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Consulte aqui reportagem do Diário Cidade nas comemorações do Dia Internacional do Enfermeiro

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FOTOS DA CERIMÓNIA COMEMORATIVA DO DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO

 

 

 

 

 

02-05-2011  SF 
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