Bem-vindo à página da Ordem dos Enfermeiros

Apoio à navegação

Tem à sua disposição 2 elementos auxiliares de navegação: motor de pesquisa (tecla 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
Página Inicial da Secção Regional da R.A. dos Açores
 
Ignorar hiperligações de navegação
A Secção Regional
Membros
Informação
Projectos e Programas
Eventos da SR
Agenda
Artigos Publicados na Imprensa Regional
Os Enfermeiros e... A Promoção da Saúde ...
Os Enfermeiros e... A Bronquilite Viral Aguda (BVA)...
Os Enfermeiros e...A Síndrome Álgica Pós-Mastectomia...
A Ergonomia na Qualidade de Vida no Trabalho
Os Enfermeiros e... A Visitação Domiciária ao Recém-Nascido
Os Enfermeiros e... A Postura Corporal...
Os Enfermeiros e.. O Controlo da Infecção
Os Enfermeiros e...A Educação para a Saúde...
Os Enfermeiros e... A Amamentação...
Os Enfermeiros e.. A Equidade em Saúde...
Os Enfermeiros e...As Populações Vulneráveis.
Os Enfermeiros e... As Políticas de Saúde...
A CRIANÇA E OS AFECTOS
Os Enfermeiros e.. O Dia Internacional do Enfermeiro
Os Enfermeiros e...A Saúde Escolar
Os Enfermeiros e... o Planeamento em Saúde (2)
Os Enfermeiros e...O Planeamento em Saúde
De que falamos quando se fala em “Enfermeiro de Família”?
Direitos da Criança: Uma preocupação dos enfermeiros…
O Desafio das Doenças Crónicas
Sexualidade, Adolescência e Saúde
Enfermeiros recomendam leite materno
Os Enfermeiros e... O Envelhecimento
Dar Voz aos Cuidadores Informais
Bullying: A Indisciplina Velada
Adolescentes, enfermeiro, escola e família
Os Enfermeiros e... Saúde Mental na Idade Adulta
Os Enfermeiros E ...A Avaliação de Desempenho
A Tuberculose: Doença do Passado ?!
Cuidar da Criança Brincando
Os Enfermeiros E... O Dia Mundial da Dor
Os Enfermeiros E... A Prevenção Depressão Pós - Parto...
Os Enfermeiros E..O Empowerment em Saúde...
Os Enfermeiros E... O dia Mundial da Dor...
Direitos Humanos: Centralidade Ética em Enfermagem
Newsletter's
Protocolos
 

Artigos Publicados na Imprensa Regional

Imprimir página
Os Enfermeiros e...A Educação para a Saúde... 
 
 

O enfermeiro assume um papel relevante
na promoção da saude em geral
e na  EpS em particular.

 

Educação para a Saúde, um Aliado para a Mudança de Comportamentos

A saúde de cada pessoa depende de vários aspectos, nomeadamente do seu projecto de vida, do seu sentido de felicidade e dos comportamentos e estilos de vida que decide seguir. A leitura que cada um faz de si e do mundo é determinante para a forma como assume a responsabilidade social de contribuir para o bem comum, ou seja, cada cidadão é actor e autor de um percurso de vida, com implicações na sua saúde e das pessoas com as quais interage. Assim, na sociedade actual espera-se que todos tenham meios e recursos que lhes permitam desenvolver capacidades e competências para traçar um caminho pessoal e colectivo em direcção ao bem-estar físico, psíquico e social.

A Educação para a Saúde (EpS) surge como um meio facilitador deste percurso, no sentido de preparar os indivíduos para um papel activo na saúde. Assim, um dos seus principais objectivos é ajudar as pessoas a desenvolverem a sua capacidade de tomada de decisão, responsabilizando-as pela sua saúde. Pretende-se que as pessoas se sintam capazes para colaborarem nos processos de mudança, com vista à adopção de estilos de vida saudáveis e promotores de saúde.

A Organização Mundial de Saúde defende que é  fundamental capacitar as pessoas para aprenderem durante toda a vida, preparando-se para todos os estádios do seu desenvolvimento e para lutarem contra as doenças crónicas e incapacidades. Estas intervenções devem ter lugar em vários contextos como por exemplo  a escola, e o  trabalho .

Educar as pessoas para a saúde é, então, criar condições para que adquiram informação e competências necessárias para fazerem escolhas saudáveis e modificarem os comportamentos de risco. Por vezes, não se mudam comportamentos apenas porque alguém dá indicação da necessidade de mudança, ou disponibiliza a informação actualizada em saúde. A mudança ocorre quando no processo de EpS os interesses e necessidades do indivíduo, família e comunidade são valorizados, envolvendo-os como sujeitos activos e participantes. Todo este processo exige dinâmica ao nível do planeamento.

Neste sentido, a EpS não poderá ser uma mera transmissão de informação; implica planear um programa adequado, prevendo-se os recursos e metodologias a utilizar, capazes de dar uma resposta apropriada às necessidades de saúde de cada pessoa, família e comunidade. O papel do enfermeiro como planeador direcciona-se para a identificação das necessidades de aprendizagem específicas da comunidade, valorizando as suas preocupações, as barreiras existentes à aprendizagem e estratégias facilitadoras dessa aprendizagem. Um programa de EpS é algo "vivo" e negociável, algo que se pode modificar em função de novas necessidades e situações que vão aparecendo ao longo da sua implementação.

O enfermeiro especialista em enfermagem comunitária tem um papel fundamental neste processo, pois possui as competências para coordenar e implementar programas de saúde que envolvam os vários sectores da comunidade: a saúde, a educação, as redes sociais, os diferentes departamentos das autarquias e outros, que visam a capacitação de grupos e comunidades. É da sua responsabilidade conceber e planear programas de intervenção no âmbito da prevenção, protecção e promoção da saúde, tendo em conta a identificação das reais necessidades que as pessoas têm na área da saúde. Para além disso, está previsto no Código Deontológico o dever de todos os enfermeiros trabalharem a área de informação através da EpS, encorajando a independência e o desempenho autónomo das pessoas.
A promoção da saúde em geral, e a EpS em particular, é um processo no qual o enfermeiro assume um papel relevante, garantindo sempre a participação activa dos cidadãos. Como tal, para que a Eps seja um aliado para a mudança de comportamentos deve ser encarada como uma tarefa de cidadania organizada e previamente planeada por profissionais de saúde.

Enf.as Carla Simões; Cláudia Nogueira;Daniela Lopes;Natércia Santos e Sandra Peres
Curso Pós-Grad. Enf.gem de Saúde  Comunitária da ESEnf. Ponta Delgada

  © 2010 Ordem dos Enfermeiros