Bem-vindo à página da Ordem dos Enfermeiros

Apoio à navegação

Tem à sua disposição 2 elementos auxiliares de navegação: motor de pesquisa (tecla 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
Página Inicial da Secção Regional da R.A. dos Açores
 
Ignorar hiperligações de navegação
A Secção Regional
Membros
Informação
Projectos e Programas
Eventos da SR
Agenda
Artigos Publicados na Imprensa Regional
Os Enfermeiros e... A Promoção da Saúde ...
Os Enfermeiros e... A Bronquilite Viral Aguda (BVA)...
Os Enfermeiros e...A Síndrome Álgica Pós-Mastectomia...
A Ergonomia na Qualidade de Vida no Trabalho
Os Enfermeiros e... A Visitação Domiciária ao Recém-Nascido
Os Enfermeiros e... A Postura Corporal...
Os Enfermeiros e.. O Controlo da Infecção
Os Enfermeiros e...A Educação para a Saúde...
Os Enfermeiros e... A Amamentação...
Os Enfermeiros e.. A Equidade em Saúde...
Os Enfermeiros e...As Populações Vulneráveis.
Os Enfermeiros e... As Políticas de Saúde...
A CRIANÇA E OS AFECTOS
Os Enfermeiros e.. O Dia Internacional do Enfermeiro
Os Enfermeiros e...A Saúde Escolar
Os Enfermeiros e... o Planeamento em Saúde (2)
Os Enfermeiros e...O Planeamento em Saúde
De que falamos quando se fala em “Enfermeiro de Família”?
Direitos da Criança: Uma preocupação dos enfermeiros…
O Desafio das Doenças Crónicas
Sexualidade, Adolescência e Saúde
Enfermeiros recomendam leite materno
Os Enfermeiros e... O Envelhecimento
Dar Voz aos Cuidadores Informais
Bullying: A Indisciplina Velada
Adolescentes, enfermeiro, escola e família
Os Enfermeiros e... Saúde Mental na Idade Adulta
Os Enfermeiros E ...A Avaliação de Desempenho
A Tuberculose: Doença do Passado ?!
Cuidar da Criança Brincando
Os Enfermeiros E... O Dia Mundial da Dor
Os Enfermeiros E... A Prevenção Depressão Pós - Parto...
Os Enfermeiros E..O Empowerment em Saúde...
Os Enfermeiros E... O dia Mundial da Dor...
Direitos Humanos: Centralidade Ética em Enfermagem
Newsletter's
Protocolos
 

Artigos Publicados na Imprensa Regional

Imprimir página
Os Enfermeiros e... O Dia Internacional do Enfermeiro 
 
 

Combater a desigualdade:
melhorar o acesso e a equidade

 

Combater a desigualdade: melhorar o acesso e a equidade na saúde...

 O próximo dia 12 de Maio, Dia Internacional do Enfermeiro, vai ser dedicado à reflexão sobre o assunto que é título deste artigo e no contributo que os enfermeiros podem ter na resolução do problema. Em 2001, a comunidade internacional aprovou os oito Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM), sendo que três estão directamente relacionados com a saúde: reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/SIDA, e outras doenças. O compromisso assumido com os ODM representa a determinação dos 192 países da ONU, em melhorar o estado de saúde mundial e o reconhecimento que o impacto da falta de saúde difere de país para país. As maiores desigualdades estavam/estão, sobretudo, relacionadas com o estado de saúde e expectativa de vida entre ricos e pobres, entre países desenvolvidos e os em desenvolvimento, entre homens e mulheres e entre as comunidades rurais e urbanas. Entende-se que garantir o acesso aos cuidados de saúde a todas as pessoas e disponibilizá-los tendo por base a equidade é a chave para a diminuição das desigualdades. Acesso a um cuidado de saúde significa o direito de obter um bem ou serviço e ter um bom acesso pressupõe obter o serviço na hora certa e no lugar certo, enquanto que a noção de equidade tem por base a justiça na distribuição desses serviços e na determinação das prioridades centradas nas necessidades dos cidadãos. Sabe-se que o acesso das populações aos serviços de saúde é afectado por todos os factores determinantes do estado de saúde, onde se incluem os biológicos e os sociais, mas também, por factores como a literacia em saúde, o idioma, a proximidade, regulamentos e práticas que tornam um serviço culturalmente desadequado, falta de disponibilidade do serviço ou por políticas explícitas de racionamento. Qualquer estratégia a implementar, no sentido da melhoria da saúde, tem que ter em conta todos estes aspectos. Em Portugal, apesar dos direitos ao acesso e à equidade em saúde estarem consagrados na Constituição e na Lei de Bases da Saúde, assiste-se, ainda, a fenómenos de desigualdade. Um estudo alargado a vinte e dois países da Europa concluiu que relativamente à educação o nosso país apresenta inequidades acentuadas, favorecendo os grupos de nível educacional superior; numa análise dos cuidados materno-infantis verificou-se que a população migrante estudada apresentava piores índices de saúde comparativamente ao resto da população, nomeadamente maior mortalidade fetal e neo-natal, assim como mais doenças durante a gravidez; existe forte evidência de que, para níveis idênticos de necessidades clínicas, os grupos com rendimento mais baixo tendem a utilizar menos os cuidados de saúde; existem variações na utilização de cuidados preventivos (ex. citologias, mamografias) nas mulheres para os quais é recomendado, apresentando as regiões do sul do país as menores percentagens de utilização e, em termos relativos, são os agregados mais pobres que suportam  o maior encargo com o financiamento dos medicamentos. Os enfermeiros têm um papel importante a desempenhar na equidade nos cuidados de saúde e na compreensão de como o sector saúde deve agir para a redução das desigualdades e têm competências éticas, culturais, científicas e técnicas para o fazer. É preciso que o Estado saiba aproveitar essas competências reconhecendo, por exemplo, que a figura do Enfermeiro de Família, irá promover a articulação, integração, proximidade e continuidade de cuidados, assim como a resposta a necessidades de saúde de pessoas ou grupos de maior vulnerabilidade e em situação de emergência social; reconhecer que a inclusão dos enfermeiros nos processos de decisão, é uma mais valia para o eficaz e eficiente funcionamento das unidades, já que são o grupo profissional que melhor conhece esses processos e reconhecer que a dotação adequada de enfermeiros nas diversas áreas de prestação de cuidados promoverá um retorno efectivo em ganhos de saúde para os cidadãos.

Leonor Melo
Directora da ESEnf.Ponta Delgada

  © 2010 Ordem dos Enfermeiros