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Notícias 
22-12-2016 
Mensagem de Natal da Bastonária 
 

Cara/o Enfermeira/o,

Escrevo-lhe cheia de esperança. Estamos a viver um tempo novo. É isso que tenho encontrado nos olhos dos milhares de enfermeiros com quem me cruzei nestes primeiros 11 meses de mandato. Estou consciente do cansaço de cada um, das angústias e descrenças naturais depois de tantos anos de dedicação a troco de quase nada. Conheço bem esse sentimento porque vim daí, do terreno, do sítio onde as coisas acontecem. É para aí que voltarei. Não me esqueço. Não vos esqueço.

Parece que passou uma vida inteira. Ilusão. Ainda não correu um ano. Visitei mais de 30 unidades de saúde, centenas de serviços, fiz milhares de quilómetros, escrevi centenas de ofícios e tentei responder a todos os enfermeiros com a maior brevidade. Do meu gabinete saíram mais de 2.000 respostas. Tem sido um trabalho de equipa.

Ajudámos a resolver casos concretos de serviços com carências urgentes de enfermeiros. Notificámos dezenas de unidades de saúde por incumprimento das dotações seguras e por falharem na necessária garantia de segurança dos cuidados prestados. Travámos processos disciplinares a enfermeiros que mais não fizeram do que cumprir o nosso Código Deontológico. Lutámos para que ficasse escrito em “Diário da República” a obrigatoriedade de diferenciar a remuneração dos Enfermeiros Especialistas. Apresentámos ao Governo e ao Parlamento uma proposta devidamente orçamentada de contratação de 3.000 enfermeiros por ano na próxima década. Estivemos ao lado dos nossos colegas emigrados e reunimos com as autoridades desses países para garantir que nada lhes falta. Denunciámos estágios e ofertas de empregos ilegais e indignas. Fechámos um protocolo com a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde e com a Entidade Reguladora da Saúde para a realização de inspecções conjuntas. Impulsionámos o momento histórico de, pela primeira vez, as Ordens da Saúde conseguirem estar unidas e apresentarem em Belém um Plano de Emergência para a Saúde. E começámos a cumprir a promessa de reduzir os encargos dos nossos membros com as quotas.

Enfim, podia continuar a detalhar, mas prefiro destacar aquilo que trago no coração: a certeza de que tenho dado o melhor de mim e que nada me fará desviar do caminho que tracei. Há trabalho suficiente para quem acredita e quer colaborar. Eu sou do fazer. E farei com verdade. Foi isso que prometi, por mais que o meu estilo incomode. Não tenho medo e peço-lhe que também não tenha. Preciso da sua força ao meu lado, do seu trabalho e da sua verdade.

Neste Natal gostaria que guardasse este conforto: vamos conseguir! Pelos doentes, pelos enfermeiros, por Portugal.

Desejo-lhe umas Festas Felizes junto de quem mais ama.

Obrigada por não deixar ninguém sozinho.

Ana Rita Cavaco
Bastonária

Bast/ARC - GCI/FM/LCN 
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