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Notícias 
27-03-2017 
Discurso da Bastonária Ana Rita Cavaco na Assembleia Geral de 25 de Março 

 

Leia na íntegra o discurso da Sr.ª Bastonária Ana Rita Cavaco, proferido na Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros de 25 de Março de 2017:


Estamos finalmente no sítio próprio, no local exacto onde se debatem os assuntos que nos dizem respeito a todos. É aqui, entre nós, entre enfermeiros, que as dúvidas devem ser colocadas e os balanços merecem ser feitos.
Os assuntos da Ordem são, em primeiro lugar, assuntos dos enfermeiros. Lá fora, há gente suficiente à espera que não sejamos capazes de resolver os problemas cá dentro. Dá jeito a muita gente ver a nossa classe desunida. Dá jeito descredibilizar a Ordem para enfraquecer a capacidade negocial que temos ganho ao longo do último ano. Eu entendo que dê jeito a muita gente uma Ordem descredibilizada, custa-me é que isso dê jeito a alguns enfermeiros.
Aquilo que conseguimos ao longo do último ano deveria orgulhar-nos a todos. O que fizemos cá dentro e lá fora só foi possível graças ao sacrifício pessoal de todos nós. Nem uns, nem outros, merecem que o seu trabalho seja posto em causa por guerras que só enfraquecem a enfermagem.
 Cheguei para fazer o que prometi: devolver a Ordem aos Enfermeiros. Encontrei uma casa desorganizada, pouco profissional, sujeita a teimosias e caprichos de quem já jogava um jogo viciado. Quisemos mudar e Mudámos. Estamos a mudar. Mas ninguém se iluda. Não se arruma esta casa num ano, nem em 9 meses como alguns quiseram exigir. Nem a sede estava registada em nome da Ordem. Uma coisa posso garantir, a Ordem de hoje não é a Ordem de ontem, nem ao nível da organização interna, nem ao nível dos procedimentos, nem ao nível da transparência.
Eu sei que querem falar de números. Eu preferia falar do muito trabalho que fizemos no terreno, no combate político, na luta diária pela dignidade da profissão. Mas vamos então aos números. Gastámos menos 1 milhão de euros em Fornecimentos e Serviços Externos, estamos a falar de serviços especializados. Gastámos menos 100 mil euros em publicidade e mesmo assim pusemos o país a falar de enfermeiros, algo que até a oposição elogia e reconhece, ao menos isso!
 
Em assessorias Jurídicas e outros técnicos, fomos acusados de mudar tudo, pois bem, gastámos menos 358 mil euros.
 
E meus senhores, em hotéis, viagens e quilómetros, gastámos menos 61 mil euros. Os números podem não calar quem não se cansa da guerra, mas na cabeça dos justos anuncia a paz.
 
Em relação ao tema do arrendamentos para os membros deslocados que também andou por aí numa televisão tentando denegrir a imagem da instituição, ficam a saber só nos últimos quatro meses do ano gastámos menos 20 mil euros em hotéis através desta medida de gestão.
 
Caros enfermeiros, e a Bastonária? Então e a Bastonária que foi acusada de gastar fortunas? Aqui estão os números:
 
40 mil euros anuais onde estão incluídos os salários, os quilómetros, o cartão de débito e as despesas de representação. E Permitam-me parar neste ponto. A Bastonária gastou, ao contrário do que muitos quiseram fazer crer, 325 euros em roupa e cabeleiro ao longo do último ano para fazer face a situações protocolares. No anos anteriores estas despesas de representação chegaram aos milhares de euros, 9 mil euros nalguns casos e de alguns que estão hoje aqui sentados e sem qualquer factura, nestes casos não se sabe no que gastaram. No meu caso, podem saber onde gastei cada euro dos 325 que gastei num ano. Cala a consciência dos enfermeiros se ao invés de ser transparente, for definido um valor mensal sem qualquer factura? Não foi isso que prometi aos enfermeiros, prometi transparência. Disse na Assembleia da República que não daria para o peditório da hipocrisia, e não vou dar! 100 mil euros por ano custou o bastonário em 2015 e tinha carro de serviço, não era eu que ocupava esse lugar.
 
Eu sei que há quem não goste dos números. Há também quem não goste do caminho político que decidimos escolher. Mas esta equipa foi democraticamente eleita pelos enfermeiros e vai cumprir o seu mandato, doa a quem doer.
 
Sobre contas estamos conversados. Podia entrar em mais detalhes, mas certamente que haverá na sala quem saiba mais do que eu sobre contas, nomeadamente sobre contas do passado, e procedimentos do passado. Eu prefiro falar do que fizemos. E sobre aquilo que fizemos, basta ter estado minimamente atento. Estivemos em momentos históricos para o País como pacto para a saúde e a posição histórica das Ordens da Saúde junto do Presidente da República, já agora, liderada por nós.
 
Ajudámos a resolver casos concretos de serviços com carências urgentes de enfermeiros. Notificámos dezenas de unidades de saúde por incumprimento das dotações seguras e por falharem na necessária garantia de segurança dos cuidados prestados. Impedimos processos disciplinares a enfermeiros que mais não fizeram do que cumprir o nosso Código Deontológico. Lutámos para que ficasse escrito em “Diário da República” a obrigatoriedade de diferenciar a remuneração dos Enfermeiros Especialistas. Apresentámos ao Governo e ao Parlamento uma proposta devidamente orçamentada de contratação de 3.000 enfermeiros por ano na próxima década. Estivemos ao lado dos nossos colegas emigrados e reunimos com as autoridades desses países para garantir que nada lhes falta. Denunciámos estágios e ofertas de empregos ilegais e indignas. Fechámos protocolos com a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, com a Entidade Reguladora da Saúde, com a SPMS, com a Associação Nacional de Farmácias e com um Centro de Arbitragem. Abrimos guerra aos estágios ilegais e começam a surgir os resultados, Avançámos com um processo contra o Estado por causa das 40H dos contratos individuais de trabalho e a desigualdade laboral.
 
Eu pergunto, era possível fazer mais? SIM. É possível fazer muito mais se deixarem quem quer trabalhar. Se deixarem esta casa funcionar. Se quem saiu perceber que o seu tempo acabou e se quem quer vir a entrar entenda que vai ter de esperar. Há espaço para todos os que querem ajudar. A Ordem somos todos nós, 70 mil enfermeiros. E cada vez que alguém prejudica o nome da Ordem, prejudica 70 mil enfermeiros.

PSDias 
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